Possíveis Efeitos de um programa de exercícios sobre a Pressão Arterial de repouso em idosas hipertensas
Cácio Costa da Silva, Rogério Tosta de Almeida e Cloud Kennedy Couto de Sá
RESUMO
Objetivo: O presente estudo teve o objetivo de verificar os Possíveis efeitos de um programa de exercícios sobre a pressão arterial sistólica e diastólica em idosas hipertensas. Metodologia: A amostra foi constituída de 17 hipertensas (idade: 53 a 76 anos; estatura: 1,39 a 1,63 cm: massa corporal: 55,4 a 98,8 kg; IMC: 23,1 a 37,7 kg/m2, .valores mínimos e máximos) cadastradas no programa de atenção à hipertensão do Centro de Saúde Almerinda Lomanto. O programa de exercícios consistiu em atividades de alongamento, caminhadas leves, exercícios resistidos, atividades lúdicas e palestras, com sessões médias de 60 a 90 min., duas vezes por semana, durante 12 meses. As medidas de pressão arterial em repouso foram realizadas antes e após o programa e para sua análise foi utilizado o teste-t para amostras dependentes, com significância de 5%. Resultados: Apenas a pressão arterial diastólica se mostrou estatisticamente significante (p = 0,00) entre as avaliações. Não houve significância nas alterações da pressão arterial sistólica (p = 0,06). Conclusão: Os resultados deste estudo apontam que programas de exercícios leves, mesmo com baixa freqüência semanal, podem contribuir no tratamento da hipertensão arterial de idosas. Sugere-se mais estudos com a apresentação de grupo controle.
Palavras-chave: Tratamento, hipertensão arterial, exercício.
ABSTRACT
Objective: the present study had the objective of verifying the Possible Effects of a program of exercises on the systolic blood pressure and diastolic in senior hypertension. Methodology: the sample was constituted of 17 women hypertension (age: 53 to 76 years; stature: 1,39 to 1,63 cm: corporal mass: 55,4 to 98,8 kg; IMC: 23,1 to 37,7 kg/m2. values minima and maximal) registered in the program of attention to the hypertension of the Center of Health. The program of exercises consisted of prolongation activities, light walks, resisted exercises, activities leisure and lectures, with medium sessions from 60 to 90 min., twice a week, for 12 months. The blood pressure measures in rest were accomplished before and after the program and for his/her analysis the was used test-t for dependent samples, with significance of 5%. Results: Just the blood pressure diastolic was shown significant estatisticamente (p = 0,00) among the evaluations. There was not significance in the alterations of the systolic blood pressure (p = 0,06). Conclusion: The results of this study appear that programs of light exercises, even with low weekly frequency, they can contribute in the treatment of the arterial hypertension of senior. He/she suggests himself more studies with the group presentation controls.
Key Word: Treatment, arterial hypertension, exercise.
JEQUIÉ – 2004
INTRODUÇÃO
A partir da década de 60 as doenças cardiovasculares superaram as infecto contagiosas e, desde então, esta população não pára de crescer em nosso país. Nesta última década, houve um aumento expressivo da população de hipertensos no Brasil, e esta vem causando um alto custo social, não só para entidades governamentais, mas para os próprios portadores da doença, tendo em vista o crescente número de mortes ou invalidez provocadas por esta patologia e o elevado valor da medicação, que consomem grande parte da renda destas pessoas (IV DBHA/SBC, 2002). No SUS - Sistema Único de Saúde, por exemplo, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 1.150.000 das internações/ano, com um custo aproximado de 475 milhões de reais (DATASUS – 2004).
Modificações no estilo de vida podem ser importantes para o controle da pressão arterial em indivíduos hipertensos, contribuindo na diminuição dos níveis tencionais e auxiliando na redução dos fatores de rico. Nesse contexto, a atividade física regular é freqüentemente mencionada como estratégia de saúde pública na profilaxia e terapêutica da hipertensão arterial.
Usualmente a H.A não produz sinais precoces de advertência e às vezes os sintomas que lhes são atribuídos (dor de cabeça; tonturas; falta de ar; dentre outras) nem sempre são causadas por ela. Todavia, quando uma pessoa mantém a pressão arterial cronicamente acima dos níveis considerados normais, pode ser um sinal de chegada da doença denominada hipertensão, esta pode ser desenvolvida de forma isolada ou em associação com outras doenças como a obesidade e a diabetes. Assim, esta patologia é conhecida como inimiga silenciosa e uma vez desenvolvida pode acarretar sérios agravos à saúde.
Dentre eles podemos citar: Aumento do risco de doença coronariana e outras formas de doença cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal; Aumento do coração, podendo levar a insuficiência cardíaca; Produzir a formação de pequenas ampolas (aneurismas) nos vasos cerebrais podendo acarretar um acidente vascular cerebral; Acarretar um estreitamento podendo levar a insuficiência renal; Acarretar um “endurecimento” mais rápido das artérias do organismo, especialmente no coração, cérebro e vias podendo levar ao ataque cardíaco (NAHAS, 2001; GUYTON, 1998).
Existem alguns fatores que podem aumentar a probabilidade do indivíduo desenvolver a Hipertensão Arterial, dentre eles podemos citar: Obesidade - por si só ela sobe a pressão arterial e também aumenta a retenção de sal; Sal - é provado que o sal em excesso eleva a pressão arterial e a sua redução faz cair à pressão; Inatividade física - a atividade física regular reduz a pressão devido aos efeitos benéficos do exercício; Colesterol elevado - aumenta o início de entupimento dos vasos. A hipertensão agrava o quadro aumentando a chance de problemas cardíacos; Bebidas alcoólicas; Tabagismo; Stress; Herança; Idade e sexo - o risco aumenta a partir dos 30 anos nos homens e depois da menopausa nas mulheres (NIEMAM, 1999; NAHAS, 2001; GUEDES, 1995)
A medida da pressão arterial deve ser obrigatoriamente realizada em toda avaliação clínica de pacientes de ambos os sexos por qualquer profissional da área de saúde que seja capacitado para tal. Dentre as formas mais utilizadas para medir a Pressão genética arterial, podemos citar: Medidas Indiretas; Medida Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA); Medida Domiciliar e Automedida da Pressão Arterial.
Quadro 1. Classificação da pressão arterial em maiores de 18 anos.
Fonte: VI Diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial- DBHA/SBC <www.cardiol.br> acesso em 25/04/2004.
A atividade física praticada de forma sistematizada, com o intuito de benefício fisiológico, pode contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas pelo efeito benéfico do exercício. O ACSM estabelece que a redução efetiva da pressão arterial pode ser atingida com exercício aeróbio de intensidade moderada realizados 3 a 5 vezes por semana e com sessões de 20 a 60 minutos.
Os programas de exercícios aeróbios não precisam ser muito intensos para melhorar a pressão arterial de repouso, os exercícios de intensidade moderada, como a caminhada acelerada, podem ter um maior efeito na redução da pressão arterial do que os exercícios de alta intensidade (como a corrida). O critério importante é a freqüência do exercício, pois atividades quase diárias ajudam o corpo a manter os efeitos benéficos do exercício sobre a diminuição da pressão arterial (NAHAS, 2001; NIEMAM 1999). Assim, os exercícios físicos atuam sobre os principais parâmetros vitais:
Aumentando: A circulação colateral; tamanho do vaso e a capacidade de transporte de oxigênio; eficiência cardíaca; eficiência na distribuição de sangue e retorno venoso; conteúdo de oxigênio no sangue; massa de eritrócitos e volume sangüíneo; função tireodeana; hormônio de crescimento; tolerância ao estresse; mudanças de hábitos de vida.
Diminuindo: Níveis de lipídios; intolerância a glicose; obesidade; atividade plaquetária; pressão arterial sistêmica, freqüência cardíaca; vulnerabilidade para arritmias; ação neuro-hormonal; exagerada; estresse psíquico; menos manifestações clínicas para o mesmo esforço (FOX, 2000; ACSM, 2004).
O tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida dos pacientes e diminuir os riscos de complicações cardíacas e pode ser dividido em tratamento medicamentoso e não-medicamentoso.
As medidas não-medicamentosas para a redução da pressão arterial, são orientações básicas para termos uma vida saudável e não são medidas curativas, elas apenas ajudam a controlar a pressão e a reduzir os riscos de complicações, devendo ser seguidas por toda a vida. Já o tratamento medicamentoso dever ser prescrito e acompanhando pelo médico.
Assim, é de fundamental que as pessoas portadoras da doença hipertensão, não utilize a terapia medicamentosa isolada, mas também a dietoterapia e a pratica de exercícios regulares, pois não basta reduzir apenas os níveis de hipertensão, tendo em vista que outros fatores, que a influencia, vão continuar atuando. Citamos como exemplo, o perfil lipídico sanguíneo, altos níveis de gordura corporal e o estilo de vida sedentário. Devemos então combater a síndrome da hipertensão (Colesterol, gordura corporal, glicose elevada e etc.), e não a hipertensão por si só. Nesta perspectiva os exercícios se apresentam como uma excelente terapêutica no controle e combate à hipertensão.
ASPECTO METODOLÓGICO
DESCRIÇÃO DO UNIVERSO.
A 360 km de Salvador, Jequié se encontra no sudoeste da Bahia, na zona limítrofe entre a caatinga e a Zona da Mata. Completando seu primeiro centenário e preste a atingir um contingente de 200 mil habitantes (IBGE – 2004).
Este estudo foi realizado em 2003, no Centro de Saúde Almerinda Lomanto de Jequié, sendo este referência para a assistência à saúde dos hipertensos desta localidade. Os hipertensos cadastrados neste Centro recebem assistência médica, de enfermagem, psicológica, nutricional, sessões educativas, de visitas domiciliares e tratamento farmacológico.
SELEÇÃO DA AMOSTRA
A amostra deste estudo foi composta por 25 pacientes portadores da hipertensão que estavam devidamente cadastrados no Centro de Saúde Almerinda Lomento. Por ausentarem-se constantemente das atividades propostas, 06 sujeitos foram excluídos de nossa amostra. Portanto, finalizamos as atividades em dezembro de 2003, com 17 participantes, todas do sexo feminino com idade entre 53 a 76 anos. O critério de seleção da amostra foi à ordem de chegada ao Centro de Saúde daquelas cadastradas no Programa de Atenção ao Hipertenso.
TIPO DE PESQUISA
O presente estudo, segundo MINAYO (1994), pauta-se em uma pesquisa quantitativa, pois ela se preocupa com o nível da realidade que pode ser quantificado através de dados estatísticos. Em relação aos meios, esta pesquisa será um trabalho de campo, pois se pretende ir a lócus para verificar os possíveis efeitos de um programa de exercício na P.A de repouso em idosas hipertensas .
Os dados foram analisados de forma quantitativa, conforme o referencial que norteia esta pesquisa, sendo utilizado o método da Estatística inferencial.
Na tabulação dos dados, verificamos os possíveis efeitos ocorridos com a pressão arterial de repouso, a partir de um programa de exercícios. Utilizamos a primeira e última avaliação para perceber estas possíveis alterações da P.A de repouso.
COLETA DE DADOS
Antes de iniciarmos a coleta de dados propriamente dita, foi realizada uma reunião para esclarecimento total dos propósitos do projeto, no momento, distribuímos uma cartilha que abordava conteúdos a respeito dos fatores de risco e importância dos hábitos saudáveis no dia-dia do hipertenso. A Enfermeira Vilara Mesquita preferiu uma palestra a respeito da hipertensão arterial, (conceito, fatores de riscos, hábitos saudáveis, alimentação adequada e etc). Ao final os hipertensos assinaram o termo de consentimento e compromisso com a pesquisa.
No Centro de Saúde Almerinda Lomanto foram realizadas avaliações médicas com os hipertensos, no o intuito de liberá-los ou não para a prática de atividade física. Posteriormente a coleta de dados se deu da seguinte forma: 1-Anamnese (história clinica individual e familiar, informações socioeconômicas individua e familiar); 2-Avaliação Antropométrica (Estatura total e Peso Total); 3-Aferição da pressão arterial de repouso.
Para as medidas de estatura, o avaliado ficou em pé e de costas para a escala de medidas, sem calçado, com os pés unidos, procurando colocá-los com a escala de medidas a superfície posterior dos calcanhares, a cintura pélvica, a cintura escapular e a região occipital. O registro será da distância correspondente da região plantar ao vértex, estando o avaliado em apnéia respiratória e seguindo o plano de “Frankfurt”.
Para a medida da massa corporal o avaliado permaneceu em pé sobre a balança, de costas para a escala, sem tênis e com o mínimo de roupa possível.
Foi utilizado o método auscultatório para aferir a pressão arterial de repouso, cujos procedimentos estiveram de acordo com as diretrizes propostas pela IV Diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial-DBHA. Foi utilizado um esfigmomanômetro aneróide, com precisão de 2 mmHg. Como instrumento auxiliar na medida da Pressão Arterial foi utilizado um estetoscópio biauricular de canalículo longo.
ATIVIDADES
Após a realização das etapas supracitadas, foram realizados as prescrições e acompanhamento dos exercícios por 50 semanas. Nestas atividades foram respeitadas a individualidade e limitações de cada hipertensa.
O programa consistiu em atividades de alongamento da região lombar, membros superiores e inferires com predominância na musculatura posterior da coxa, devido ao encurtamento desta região, apresentados pelos participantes. Os exercícios resistidos foram executados com a utilização do próprio peso corporal. Já as atividades aeróbias (caminhadas) foram realizadas com intensidade leve a moderada, prescritas pelo controle da freqüência cardíaca, com duração média entre 30 a 40 min. A freqüência das atividades foi de 2 vezes por semana, e a duração total da sessão entre 60 a 90 min. Os quadros abaixo resumem as principais diretrizes deste programa.
Quadro 2. Atividades desenvolvidas nas segundas-feiras. Quadro 3. Atividades desenvolvidas nas quartas-feiras. ANÁLISE ESTATÍSTICA
Para a caracterização dos sujeitos foram usados os valores de média, desvio padrão, valor máximo e valor mínimo.
Para descrição dos dados de pressão arterial foram utilizados a média e desvio padrão e, para a análise da diferença entre as médias de pressão arterial da primeira e segunda avaliação, foi utilizado o teste-t de Student para amostras dependentes, com um nível de significância de 5% (Vincent, 2002).
APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS.
As principais características dos sujeitos (idade; estatura; massa corporal total; índice de massa corpórea), assim como os seus valores médios e desvio padrão, estão dispostos na tabela 1.
Tabela 1. Características dos Sujeitos. DP – Desvio Padrão; MCT – massa corporal total; IMC – Índice de Massa Corporal
Os valores médios e de desvio padrão das pressões arteriais sistólica e diastólica das avaliações 1 e 2 encontram-se na tabela 2.
Tabela 2. Valores Médios de Pressão Arterial Sistólica e Diastólica. * p = 0,00 entre avaliação 1 e 2.
& p = 0,06 entre avaliação 1 e 2.
Conforme a análise dos dados, apenas a diferença da média da pressão arterial diastólica foi estatisticamente significante (p = 0,00), enquanto que a pressão arterial sistólica não se alterou significantemente com o treinamento (p = 0,06).
Assim, a tabela 2, demonstra que os valores médios da pressão arterial sistólica-PAS não obtiveram melhora significante, no entanto a média da pressão arterial diastólica-PAD indica relevância do programa de exercício na redução desta pressão, do grupo estudado. No parágrafo abaixo reunimos outras pesquisas que demonstram a validade dos exercícios na terapêutica da hipertensão .
Em 39 estudos analisados por PETRELLA, apud (FARINATTI, 2003) demonstraram que caminhadas com intensidades moderadas possibilitam redução de 13 a 18 mmHg nos valores de pressão sistólica e diastólica em pacientes portadores da doença hipertensão. Evoluções similares foram encontradas nos programas analisados pela CLINEX, onde a PAS, a APAD e a PAM sofreram alterações significativas após um programa de atividade física.
FARINATTI e et al-2003, que pesquisaram durante 18 meses os efeitos de um programa de exercícios sobre a aptidão física, pressão arterial e variável bioquímica em pacientes hipertensos, demonstrou que tanto a pressão arterial sistólica, quanto a diastólica teve reduções significativas após o programa de treinamento, segundo este estudo seus efeitos só começaram a ser evidenciados depois da décima semana. Já no estudo desenvolvido por ALBUQUEQUE e et al, onde estudaram os benefícios da atividade física para idosos, encontraram modificações no VO2 Máximo, perfil lipídico e também na pressão arterial diastólica e sistólica dos idosos que praticavam atividades físicas regulares.
Os estudos supracitados demonstram associação inversa significativa entre atividade física e níveis de pressão arterial em hipertensos, evidenciando a importância dos exercícios na terapêutica da hipertensão e a literatura aponta que não é necessária a aplicação de exercícios aeróbios de alta intensidade para que sejam obtidas reduções efetivas na pressão arterial, pois os efeitos benéficos da atividade física podem ser obtidos com exercícios com intensidades leves a moderadas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Inicialmente, tecemos algumas importantes considerações sobre as limitações ocorridas neste estudo. Dentre elas, podemos citar o número reduzido de sessões semanais, apenas 02, tendo em vista que na literatura especializada é consenso o número mínimo de três a cinco sessões por semana, no entanto por limitações do grupo estudado não conseguimos três encontros semanais.
Outra limitação se refere às inadequações da alimentação dos sujeitos da amostra, que apesar das palestras educativas realizadas sobre tema, os sujeitos relataram seus descuidos quanto à ingestão freqüente de alimentos ricos em sódio, que possivelmente proporcionaram um aumento na pressão arterial.
Ainda acerca das limitações, destacamos que neste estudo optamos por não constituir um grupo controle, impossibilitando-nos de realizar comparações que caracterizariam nosso trabalho como experimental. Entretanto, salientamos que tal opção foi estabelecida em virtude das preocupações éticas em torno de proporcionar oportunidades de tratamento da hipertensão com exercício supervisionado às interessadas em participar do programa.
Uma última limitação, de controle impossível ao nosso alcance, pode ter sido os estresses do cotidiano dos nossos sujeitos, que puderam proporcionar alterações da pressão arterial no dia de suas avaliações, mascarando assim os resultados deste estudo.
Apesar das limitações supracitadas, este estudo demonstra uma redução significativa na pressão diastólica de repouso, das hipertensas estudada. Demonstra também que não é necessário exercício extenuante para reduzi-la, dois dias semanais com exercícios aeróbios de intensidade leves a moderados já são suficiente para modificá-la da forma benéfica.
Assim, partimos do princípio que, se combinado o número mínimo de três sessões semanais, e se for seguido uma combinação eficiente entre as sessões de treinamento e uma alimentação adequada para as hipertensas os resultados possivelmente poderiam ter se mostrados com uma significância maior, do ponto de vista estatístico.
Referencial Bibliográfico
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